Menu Conteúdo Rodapé
  1. Início
  2. História e Símbolos

História e Símbolos

 

História

 

Resumo: História contada nas Actas da Conferência Internacional Sobre a Rainha Lueji A’konde.

Exaltar, notabilizar e dignificar os seus feitos, sendo uma mulher que moldou e propagou a fisionomia cultural do povo “Lunda Cokwe” e, por fim, homenageando-a. 

 

Título: A Rainha Lueji A’Nkonde e o Império Lunda; Actas da Conferência Internacional Sobre a Rainha Lueji A’konde.

Organização: Samuel Carlos Victorino, Carlos Pedro Cláver Yoba, J.B.Ima Panzo e Márcio Undolo (ULAN).

Ano: 2013

Edição: 1ª

Editora: Lueji Editora

ISBN: 978-989-98538-0-5

Número de páginas: 157

Idioma: Português

 

 Rainha Ruwej e a Migração dos Povos Aruund para o Actual Território de Angola

Por: Fonseca Sousa1

Neste momento, questione-se a forma como apresentamos o nome da Rainha, ao contrário daquela forma que é habitual - Lueji. Apenas uma simples resposta pode justificar a nossa opção. Quer dizer, os falantes da Língua Uruund, falada na República Democrática do Congo, na República da Zâmbia e na República de Angola, realizam o fonema /R/ ao invés do fonema /I/. A diferença reside na troca do primeiro fonema pelo segundo. Note-se que o primeiro caso decorre da influência de investigadores belgas e alemães, cite-se, por exemplo, Bastin (1976), Baumann (1935), e de falantes nativos da Língua Aruund, por exemplo, Tharcisse (2009); e o segundo caso, de investigadores portugueses, cite-se, por exemplo, Redinha (1953), Martins (2001), Santos (1966).

Lembre-se os primeiros grupos humanos em África, considerando que é na África Oriental onde está a essência da organização das sociedades africanas e, por consequência, a origem dos ancestrais dos Aruund. Segundo Fage (1997: 13), os primeiros vestigios da existência humana e da formação da sociedade humana provêm da África Ocidental e do Nordeste. Na realidade, trata-se de um aspecto com alguma importância, na medida em que existem vestígios arqueológicos, encontrados no Quénia e no Oeste da actual Tanzânia, palco de uma sucessão de culturas que, a partir do terceiro milénio, a. C., possuíam gado e desenvolviam técnicas agrícolas perfeitamente adequadas ao ambiente. A expansão dos Bantu parece ter sido mais proveitosa na parte oriental do continente: ao lado ocidental, pouco mais fizeram do que desenvolver o seu legado sudanês, numa nova fronteira, uma fronteira que se torna cada vez menos atraente quanto mais avançavam para sul às terras do Calaari e da Namíbia.

Em contrapartida, a Leste, os Bantu encontraram uma série de estímulos novos.

O primeiro foi o contacto com os pastores e os agricultores cushíticos, enquanto mais tarde iriam ser os primeiros a receber os benefícios dos novos produtos oriundos do sudoeste asiático. Neste entretanto, ao que parece, foi no extremo nordeste do que é hoje conhecido como território bantu que se começaram a fabricar utensílios e armas de ferro, e foi também a partir dele que o primeiro conhecimento do ferro se difundiu pela maior parte do resto da África bantu (Fage, op. cit., p. 40).

Partindo desse pressuposto e de outras descobertas que a Arqueologia se encarregou e encarregar-se-á de efectuar, essencialmente, no Oriente, ou seja, ku civumbuko ca tangwa (nascente do sol, na Língua Cokwe), ou como muitos autores designam essa parte de ku ngangela (aurora), é nessa região do continente que, tanto na tradição oral, como na historiografia africana, encontramos evidências de organização das primeiras sociedades africanas.

Segundo reza a tradição oral, foi a partir dos Grandes Lagos da África Central:

Rodolfo, situado no Quénia; Tanganica, na Tanzânia; e no Lago Vitória, na fronteira entre a Tanzânia, Uganda e a República Democrática do Congo, entre outros, que as técnicas de fabrico dos instrumentos de trabalho se espalharam por toda a África Oriental e, mais tarde, por outros quadrantes do continente.

Os factores que determinaram a pigmentação da pele, o tipo de cabelo, estatura física, não sendo objecto de estudo nesta abordagem, não serão esmiuçados.

Servimo-nos do estudo de Fage (op. cit.) para a confirmação das hipóteses segundo as quais foi a partir dos Grandes Lagos da África Central que se deu a dispersão dos povos que vieram habitar a África austral e não só. Nesta abordagem, vamo-nos ater aos povos que vieram a designar-se por vontade própria, ou por cognominação, por Aruund, que, traduzido para a Língua Portuguesa, significa 'amigos, companheiros, camaradas, etc.

Fage (op. cit., p. 13) refere que é na África oriental onde se encontra a essência da organização das sociedades africanas e, por sequência, a origem dos ancestrais dos Aruund. No entanto, as declarações de Fage apontam para uma realidade pouco explorada até então, e isto faz com que muitos investigadores procurem contextualizar com as abordagens que são feitas sobre a matéria, buscando, na Arqueologia e noutras ciências afins, a confirmação dos factos.

Com efeito, para justificar a nossa afirmação de que os Bantu que deram origem aos Aruund vieram de um processo migratório a partir da África oriental.

Posto isto, passaremos a esboçar a situação político-organizativa dos Aruund, desde o Lago Tanganica até à região do Katanga.

Saídos do lago Tanganica vários grupos em direcção a Oeste, cada família ou clã com o seu chefe, os chefes de países ou terras onde habitavam, fixaram-se no Katanga Central, considerado o centro da dispersão dos povos em questão e comunidades aparentadas.

Nesta abordagem, torna-se relevante referir o significado da palavra nas Língua Uruund, a referida palavra significa amizade. A palavra Lunda, apresente forma aportuguesada, parece-nos não ter a mesma explicação.

Ao consolidar-se o pacto de amizade entre esses povos, tal com o fizem referência acima, os chefes de cada clã constituíram-se no conselho de anciãos que designou por tubung.

É a partir dos primeiros membros da linhagem patrilinear, na genealoga dos Aruund, que se conhece a sua história, e referidos por Fernando (op. cit.), citando Bastin (1976), podemos reconstituir a génese do que viria a ser um dos grandes impeérios ao Sul do Saara.

Até aonde a tradição oral pode chegar, tudo começou assim:

Mbar Cinawezi casou-se com Musaang, gerando Mwaku, com quem Kashwaashw se casou. Estes, por sua vez,geraram Yaal, com quem Yaav Mukasi se casou. Estes dois últimos geram Matit, com quem Cikomb se casou, progenitores de Nkond, com quem Mukomb se casou, gerando Cingund, Cinyaam, Kasaj, Dondj, Nawej, Kurumb e Ruwej (Bastin, 1976, p.26).

Os dois autores, escrevendo em contextos e épocas diferentes, embora um fale de 7 e outro de 6 filhos, de NKond a Matit, convergem nos nomes de Cingud, Cinyam, Ndondji, Karumb e Ruwej. Todavia, a ordem de precedência citada por Tharcisse não corresponde correctamente a hierarquia etária de Cingud a Ruwej.

O certo é que Bastin fala de Nawej e Kasaj; e, porém, Tharcisse, de Na Kabamb. Esta discrepância sobre o mesmo facto, talvez se tenha dado por deficiências de fontes escritas e pela vulnerabilidade que tem a tradição oral.

De qualquer forma, na literatura recente sobre os irmãos de Ruwej, que deixaram a localidade de Musumb, o nome de Na Kabamb que se considera mãe dos Tucokwe é tido como uma das irmãs do Ruwej, filha de Nkond a Matit. Com o refinar das fontes históricas sobre o facto, esta versão sofrerá mais tarde alteração.

Embora no início, ou seja, antes do pacto de amizade, os chefes das terras tivessem uma estrutura organizacional horizontal e difusa, em termos políticos (Rivière, 2004apud Sousa, 2012: 67), Yaal Mwaku assume a liderança dos grupos, pelo prestígio que gozava no seio da comunidade ruund, responsabilidade que virá a ser assumida a por Kond a Matit, a fim de dar continuidade à organização e consolidação do Império.

É interessante falarmos sobre nós, as nossas origens, sempre na base da reconstituição histórica. Entretanto, é assunto de que se encarregarão os historiadores, antropólogos, os linguistas, os sociólogos e outros especialistas em Ciências Humanas e Sociais, para que se encontre um denominador comum, sem se descurar, obviamente, o rico manancial bibliográfico existente sobre esses estudos, mas tenhamos certeza de que o processo migratório dos Ampwed 1.°, depois dos tubung e mais tarde dos Aruund, trouxe novas realidades sócio-políticas e económicas nas localidades onde se foram fixando.

Para se ter uma ideia, o interesse para tal pesquisa foi manifestado ainda na década de 30 pelo estudioso alemão Hermann Baumann que, ao serviço do Museu para Artes dos Povos, de Berlim, escreveu, em 1935, a obra intitulada "Lunda: entre lavradores e caçadores no interior de Angola", depois de ter estado nos então distritos do Moxico e da Lunda, de Abril a Dezembro de 1930, para o estudo dos Tucokwe e comunidades aparentadas, tendo-se referido aos Aruund quando se expressa nos seguintes termos:

Devo aqui lembrar que nessa altura, Hermann Baumann também passou para além da missão do Luma Kasai, pela Missão Evangélica de Biúla, onde quem vos fala nasceu na década de 60, missões situadas no actual Município do Dala, Província da Lunda-Sul, respectivamente.

Quanto aos ancestrais dosAruund, depois que se organizaram politicamente, a necessidade de liderança recaiu sobre Yaal Mwaku, tendo em conta a linhagem dos nobres de que era descendente, e o prestígio que ganhou na sua comunidade, como de resto já fizemos menção atrás, que, de acordo com a linhagem patrilinear, viria a ser sucedido pelo seu neto Nkond a Matit (Bastin, 1976: 22).

A conjuntura política era, no entanto, favorável a Nkond que convivia bem com os filhos e todos os tubung até que um dia as coisas vieram a mudar de rumo. Segundo nos avalizou o mais velho Lubumbaxi, de 84 anos de idade, e que já terá passado na Musumb, era habitual que, no dia-a-dia dos trabalhos dos filhos de Nkond a Matit, fora da corte, no seu regresso, e como abundava a bebida de palmeira na Musumb, o pai os recebesse na cota com mathombe, como, aliás é costume nessas paragens, para que os viajados ou saídos da aldeia contem o que sucedeu de onde vêem assim como durante o trajecto.

Certo dia, Nkond a Matit, por alguma razão não procedeu como de costume. Os filhos, por sinal, mais velhos, Cingud e Cinyam, ficaram irados com o sucedido e agrediram o pai para que se pudessem apossar do mathombe, ao ponto de o empurrarem para o chão, caindo-lhe as vestimentas, deixando-o debilitado. Ruwej, tendo-se apercebido desse desrespeitoso e vergonhoso acto, uma verdadeira falta de pudor, dirigiu-se ao local, apanhou as roupas do pai e, de costas, vestiu-as.

Esse acto indecoroso provocou descontentamento no seio da família paterna de Ruwej, ou seja, familia de Nkond. Por seu turno, Nkond, depois de restabelecer-se, chamou os tubung e a comunidade, deu-lhes a conhecer que nenhum desses dois filhos o sucederia, senão a princesa Ruwej, pois mostrou perante os mais velhos uma atitude de honradez e solidariedade, o que a permitiria conduzir os destinos do império.

Já próximo da sua morte, Nkond chamou todos filhos dispersos nas terras dos Aruund, tendo a Ruwej chegado primeiro e como prometido publicamente pelo pai, deu-lhe o lukhano (bracelete dinástico), simbolizando a sua sucessão, acto testemunhado pelos tubung, ou seja, pelos Aruund da corte da Musumb. Talvez um desvio necessário que se viria normalizar mais tarde.

Assim que os outros irmãos chegaram, e já a cerimónia de sucessão tinha acontecido, criaram atritos com a irmã e os tubung, acalmaram os ânimos, pois testemunharam o acto. A liderança da Ruwej, assessorada pelo conselho de anciãos, século XV, foi, assim, aceite contra a vontade dos irmãos (Bastin, 1976; Tharcisse, 2009).

Os irmãos voltaram às suas comunidades e, conformados, foram acompanhando a gestão da irmã. Durante o seu reinado, Ruwej foi aconselhada a esposar-se com um parente próximo, que não achava na sua comunidade, até que, um dia, algo diferente e que irá mudar o rumo das coisas aconteceu: a chegada de um caçador que respondía pelo nome de Ilunga, mais conhecido por cibind Ilunga (caçador Ilunga) ou Cibinda Ilunga, expressão aportuguesada.

Por inerência da sua actividade de caça, ou por ambição da conquista de outras terras onde poderia fundar um estado independente, já que seu pai foi sucedido pelo irmão mais velho Lwevu ou Liwu (Bastin, 1976: 24), Cibind Ilunga deixa a capital do Império Luba do Lomani, depois da morte do seu pai e parte com os seus seguidores em direcção ao oeste, tese sustentada por Santos, quando diz que o caçador luba, caminhou em direcção ao kajidixi com um grupo de rapazes bem armados de flechas e facas (Santos, 1966: 27).

Já no território ruund, na região de Kalanyi, talvez sem se situar geograficamente, mais dando conta que se aproximara de locais habitados, o grupo do caçador Ilunga encontrou recipientes com que se colhia vinho de palma, mathombe ou walwa wa thombe na Lingua Cokwe e mantomb ou maruuv na Lingua Uruund, propriedade do notável Ngwadi da corte da Ruwej. Entretanto, mesmo não conhecendo os donos, o caçador Ilunga usou a bebida e, em troca, deixou parte da caça que trazia.

Chegada a informação à Rainha Ruwej, esta pediu aos seus séquitos que esperassem por ele. E ao encontrá-lo, convidassem-no a fim de ele se apresentar com os seus homens na Corte ruund.

Montada a vigia, e os enviados de Ruwej,tendo-se deparado com o caçador, formularam-lhe um convite ao qual acedeu, indo à Corte com os seus acompanhantes.No local, apresentou-se como sendo da nobre Família luba. Aliás, as insígnias dos seus adereços faziam fé a essa declaração.

A Rainha Ruwej instou-o a coabitar com os seus e, a dado passo, embora tenha sido aconselhada a encontrar esposo entre os parentes próximos, viu no forasteiro caçador Ilunga, o homem do seu coração, o que resultou em casamento.

Na liderança tradicional, a mulher pode escolher um homem para esposar, e tal acto não é negado. É uma escolha soberana. E, assim, foi contra a vontade dos seus irmãos e os costumes tradicionais, facto que terá acontecido no século XV, provavelmente, em 1490, segundo o ensaio de datação do ponto de vista de Joseph Miller, citado por Bastin (1976: 37).

A nossa dedução para esta tese tem a sua razão de ser, porque foi nesse ano que Cingud e Cinyam, irmãos de Ruwej, abandonam a corte, descontentes com a situação provocada pela Rainha que dá a tutela das insígnias do poder ao marido enquanto entrava no kwingond ou wayakal ku mwaku, ou seja, no período menstrual.

O direito costumeiro aconselhava que durante o período menstrual, a mulher não podia exercer qualquer actividade espiritual. Isso não acontece apenas com quem exerce o poder. Acontece com todas as mulheres que não preparam a comida para os esposos quando entram no ndako ja amama, o fluxo menstrual. O descontentamento atinge proporções alarmantes quando Ilunga os ostentava e era a ele quem todos deviam obedecer.

Logo, não querendo submeter-se a um forasteiro, no caso o caçador Ilunga, um muluba, por uma questão de honra, os irmãos de Ruwej, decidiram, provavelmente em 1490, abandonar a corte, rumando para oeste-sul onde visavam fundar outros reinos e/ou criar outros Estados. Falaremos desses reinos e Estados adiante.

Entretanto, embora se tenha operado um desvio, casar com forasteiro, a sociedade aruund aceitou o facto e lá viveram. Passado algum tempo, Ruwej experimentou ser mãe, tendo dado conta que era estéril.

Por outras palavras, Ruwej, não podendo conceber, e pensando na continuidade da família real, escolheu uma mulher dentre as parentes próximas, phwo wa mu cihunda na Lingua Cokwe, a Kamong a Ruwaz ou Rukonkish Kamong como alguns a designam e dá por concubina ao esposo. Desta relação, resultaram filhos, um dos quais Yav a Nawej.

Considerando as hipóteses que se levantam de uma média de trinta anos, cada reinado, e pensando no provável ano de 1490 (Séc. XV), o ano da subida de Ruwej ao poder, leva-nos a deduzir que terá sido o ano de 1520, no primeiro quartel do século XVI. Foi depois da morte de Ilunga que Ruwej terá passado o poder para Yav a Nawej, tendo-se tornado o 1.° Mwant Yav, que significa Senhor das Viboras, título que perdura até hoje, estando desde 2005 no trono, o 27.° Mwant Yav, Sua Majestade Mushid III Kawumb a Kat a Kamin Tshombe. A entronização de Yav a Nawej deu início a uma das mais importantes ordens dinásticas da África austral, a dinastia dos Mwant Yav.

O movimento migratório que a Rainha Ruwej terá provocado, fez com que Cingud, ao migrar para o ocidente até ao rio Kwangu fizesse aparecer na extensão do território Ruund os Imbangala, Cinyam, os Tuluvale, Na Kabamb, os Tucokwe entre outras comunidades aparentadas que actualmente estão espalhadas nos territórios de Angola, Congo Democrático e Zâmbia, respectivamente. E, em Angola, é provável que elas estejam maioritariamente nas províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malanje, Moxico, Bié e Kuando-Kubango.

 

1Graduado em Ciências Sociais pelo Instituto de  Filosofia de Ciências Humanas da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro. Docente da Escola Superior Pedagógica da Lunda Norte da Universidade Lueji A'Nkonde.
Director do Museu Regional do Dundo.Investigador do Centro de Estudos de Desenvolvimento Social
(CEDES) da Universidade Lueji A'Nkonde.
 

 

Símbolos, insígnia, cores e trajes académicos

1. A Universidade possui simbolos, insísnia, cor e trajes próprios que são aprovados pelo Conselho Geral da ULAN, após apreciação do Senado, sob proposta do Reitor.
2. O traje académico bem como as insígnias doutorais são fixados pelo Conselho Geral da ULAN, devendo o seu uso obrigatório verificar-se nas actividades de solenidade protocolar da Universidade.
3. Os professores de outras instituições usam as suas próprias insígnias e trajes.

Logotipos da (s): ULAN e Unidades Orgânicas

 

Universidade Lueji A'Nkonde (Lunda-Norte e Lunda-Sul)

 

Faculdade de Direito da Lunda- Norte

Faculdade de Economia Lunda- Norte

Escola Pedagógica Lunda-Norte

Instituto Politécnico da Lunda-Sul

Escola Técnica do Cuango

Data da última atualização: 06/02/2024
As cookies utilizadas neste sítio web não recolhem informação pessoal que permitam a sua identificação. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.